Jesus para toda gente


“O cavalheiro obteve autorização para que um de seus escravos fugitivos fosse punido com duzentas chibatadas. Depois que seu nome foi chamado várias vezes, o escravo apareceu na porta da prisão, onde os negros ficam confinados de forma promíscua. Uma corda foi colocada ao redor do seu pescoço, enquanto ele era levado para junto de um grande poste erguido no meio da praça, ao redor do qual seus braços e pernas foram atados. Uma corda imobilizava seu corpo de tal maneira que tornava qualquer movimento impossível. O carrasco, um negro degredado, começou a trabalhar de forma quase mecânica e a cada golpe, que parecia arrancar um pedaço da carne do escravo, ele assoviava de uma forma particular. As chibatadas foram repetidas sempre no mesmo lugar e o negro suportou as primeiras cem de forma determinada. Ao receber a primeira e a segunda chibatada, ele gritou “Jesus”, mas em seguida pendeu sua cabeça contra um dos lados do poste, sem dizer mais uma única sílaba ou pedir clemência”.
Página 224 – Capítulo 20 (A escravidão) - Livro 1808, de Laurentino Gomes.
Este é outro livro que recomendo. Diferentemente do livro “Assinatura de Jesus”, este é um livro que conta a história de Portugal e do Brasil. Mas o que me chamou a atenção neste trecho, é que apesar de todo sofrimento do escravo, ele demonstrou ter uma esperança futura. No momento de dor ele gritou “Jesus”. Que tipo de pessoa grita o nome de Jesus no momento da dor? Será que foi somente um grito, que por acaso, acabou tendo a mesma pronúncia do Maravilhoso nome de Jesus? Da mesma forma que gritamos “ui” ou “ai”, e não sabemos se tem alguém que se chama dessa forma, talvez esse escravo o tenha feito sem saber que Jesus, é de fato, o melhor nome para se clamar em meio à dor, sim ou não? Penso que não. Ele sabia quem era Jesus.

Amo trabalhar no meio social, ajudar as pessoas, os pobres, os que são injustiçados, os desabrigados e desejo muito ser uma voz, lutando para que pessoas tenham uma vida digna. Mas ontem fiquei pensando na volta de Jesus. Sei que boas obras não levam ninguém a lugar algum. Posso dar ao pobre tudo de mim, e fazê-lo ter ferramentas para deixar de ser pobre, e ainda assim, ele pode morrer sem Jesus. Não por nunca ter ouvido esse precioso nome. Mas por nunca ter tido um encontro com o Mestre. Jesus era pobre. Então por que querer tanto, que o pobre deixe de ser pobre? Jesus nunca prometeu riqueza para alguém. Ele veio saciar os que têm sede. Mas não veio acrescentar bens materiais.

Lendo este trecho do livro citado acima, percebo que mesmo sendo pobre, escravo e sofredor, este homem conhecia a Jesus, e sabia por qual nome Clamar. Provavelmente o sofrimento dele teve um fim, se ele realmente tinha Jesus como seu Senhor. Por mais que seja lindo lutar pelo pobre, penso que não seja mais importante do que lutar por pessoas, independente de classe social. Ele era escravo e pobre, mas ouviu falar de Jesus.

Hoje, por incrível que pareça, ainda tem gente que não ouviu falar de Jesus. Talvez não sejam pessoas pobres, que não têm o que comer. Podem ser índios, tribos africanas, nepaleses, muçulmanos, que na maior parte das vezes, não passam fome porque desfrutam da natureza ou porque tem dinheiro, de fato. Mas que nunca conheceram a verdadeira história de Jesus, ou nunca ouviram, sequer, a pronúncia do precioso nome de Jesus.

Onde quero chegar, afinal? Rsrs
Não sei, ainda.
Mas tenho sido muito confrontada por Deus a abrir mão dos meus projetos sociais, para passar a projetar vidas na eternidade. Vidas que precisam ouvir falar de Jesus. Pobres ou não. Há vidas que acreditam em mentiras de satanás, mentiras da religião, mentiras que passam de geração em geração, de pai para filho. E que só será desmentida quando nós, seguidores de Jesus, resolvermos anunciar a Boa Nova do evangelho para esses que vivem nas montanhas, nas comunidades ribeirinhas do Amazonas, no Sudão, no Afeganistão, no Camboja. E por aí vai. Há muito para fazermos!

Lutar por igualdade, por dignidade e por educação, é plausível. Mas quando o assunto é Jesus, isso se torna desnecessário. Já estamos no século XXI e faz mais de 2 mil anos que a mensagem do evangelho percorre este mundo. Se até hoje Jesus não voltou, quer dizer que ainda tem gente, que não recebeu a Boa notícia. O que estamos esperando para anunciar a Boa Nova?  
O mundo de hoje, só tem esperado más notícias. São terremotos, desabamentos, furacões, assassinatos, são tragédias e mais tragédias. Diante disso só consigo pensar uma coisa, “Jesus está voltando”.

Há algo que podemos fazer pelos pobres, que é muito mais do que enriquecê-los. No caso do escravo o sofrimento dele terminou ao encontrar-se com Jesus na eternidade. Para nós, que temos a esperança em Jesus, este deve ser o maior anseio: A volta de nosso Senhor e Salvador. E se há uma maneira de “apressar” a vinda Dele, com certeza é pregando o evangelho a toda criatura (Mc 16:15), em então Ele virá, e fará justiça, e enxugará toda lágrima. Não sentiremos mais sede, nem fome, pois Ele nos saciará.











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